A relação afetiva que temos com o queijo começa muito cedo, afinal o primeiro alimento que ingerimos após o nascimento é o leite materno, que além dos nutrientes necessários, traz muito carinho e amor da mãe pelo seu filho. Costumamos dizer que os bebês produzem o primeiro queijinho ao regurgitar pequenas quantidades de leite após mamar.

 

Conforme vamos crescendo, substituimos o leite materno pelo de vaca ou de outro mamífero, dependendo da cultura e do país, mas a essência do amor se mantém, atravessando gerações e costumes locais.

 

São poucos os alimentos que exercem tamanho fascínio como o queijo, principalmente quem os têm como objeto de estudo e trabalho.

 

O queijo é uma arte milenar, pertencente a um passado remotíssimo. São 12 mil anos de histórias, lendas e mistérios ao redor desse alimento tão essencial para a humanidade, que possui uma relação profunda com mitologias e divindades.

 

O fato é que o nosso país consome muito essa preciosidade e mais, tornou-se amante dessa arte.

 

Neste momento em que a indústria de queijos no Brasil demonstra um avanço e expansão considerável, é com imensa satisfação que apresento o livro “Queijos com Olhaduras”, escrito por Múcio M. Furtado.

 

Ninguém melhor do que ele, uma das maiores autoridades em queijos na America do Sul, para construir uma obra tão importante para o País, que possui, além de consumidores fiéis, um grande mercado queijeiro em movimento, gerando uma produção cada vez mais acentuada e abrindo portas para um maior consumo a cada ano.

 

Pioneiro no mercado editorial brasileiro a abordar inteiramente o assunto, Múcio tem como finalidade prover o País com informações fundam